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[data: 01/04/2010]

Construção civil: Cenário é positivo no Sudoeste e já aponta crescimento nos três primeiros meses de 2010

Para o empresário Celso Almeida, número de construções só não é maior em Beltrão devido ao alto valor dos terrenos.

A construção civil brasileira está em ritmo de expansão. Conforme a pesquisa divulgada segunda-feira, 29 de março, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador de nível de atividade no setor ficou em 53,2 pontos em fevereiro, ante os 50,5 pontos de janeiro. Indicadores acima de 50 pontos revelam aumento no nível de atividade. Em Francisco Beltrão o cenário também se manteve positivo e vem firmando o desenvolvimento do setor há cerca de dez anos.

De acordo com dados da Secretaria de Urbanismo do município, os três primeiros meses de 2010 afirmam o desenvolvimento da construção civil. Ao todo, somando o mês de janeiro, fevereiro e até ontem, dia 31 de março, cerca de 37.200 m² foram construídos em Francisco Beltrão. Somente no mês de janeiro a área construída chegou a 22.841,95 m².

Segundo o fiscal de obras da secretaria, Cláudio Loss, além do bom momento da construção, outro fator que contribuiu para o aumento significativo no início do ano foi o acúmulo de trabalho. “Muita coisa foi emitida em dezembro de 2009, mas como tivemos aquele período de recesso na prefeitura no setor de protocolo, muita documentação só foi liberada em janeiro, engrossando o número de alvarás”, explica. Em fevereiro deste ano a área construída no município foi de 5.035,61 m², saltando para 9.235,87 m² em março, aproximadamente.

Na opinião de Cláudio, o bom momento da construção vem desde 2002, mas está em crescente há cerca de dois anos. Em 2008, o total de área construída nos três primeiros meses do ano foi de 37.912 m². No mesmo período de 2009 este índice baixou um pouco, e marcou 23.760 m² de construção.

O cenário nacional

O destaque foram as grandes empresas. Nesse segmento, o indicador do nível de atividade situou-se em 55,4 pontos. As pequenas empresas apresentaram melhora, passando de retração em janeiro (46,1 pontos) para aumento em fevereiro (52,4 pontos).

A pesquisa da CNI também avaliou como estavam as expectativas em março e conclui que os empresários se mantêm otimistas. A expectativa em relação ao aumento do nível da atividade nos próximos seis meses continua muito acima dos 50 pontos, mesmo tendo recuado de 68,4 pontos em fevereiro para 67,3 pontos em março.

O estudo revela ainda que os empresários planejam aumentar as compras de matérias-primas. O indicador subiu de 66 pontos em fevereiro para 66,4 pontos em março. A Sondagem da Construção Civil foi feita entre 1º e 22 de março com 365 empresas. Dessas, 193 são de pequeno porte, 133 são médias e 39 são grandes.

Pato Branco: boas expectativas para 2010

Os dados da Prefeitura de Pato Branco não deixam dúvidas: nos últimos anos o crescimento imobiliário na cidade tem sido grande. O levantamento do ano de 2009 aponta que, entre os meses de janeiro e fevereiro, foram emitidos 31 alvarás de permissão para construção que juntos somavam 7,6 mil m². Em 2010 os números são ainda mais animadores, no mesmo período foram liberados 90 alvarás para construção de quase 15 mil m².

Segundo o relatório do Ippupb (Departamento de Informação, Pesquisa e Planejamento Urbano de Pato Branco), apesar da crise econômica do início de 2009, o setor de construção civil apresentou bons números com mais de 171 mil m² liberados em obras. Porém, o documento aponta que o melhor ano para o setor foi o de 2008, no qual foram construídos na cidade mais de 237,4 mil m².

Lotes caros em Francisco Beltrão: a dificuldade

Para o empresário Celso Almeida, proprietário da loja Pio X, o que facilita o grande número de construções são as linhas de crédito. No entanto, este índice de crescimento, segundo ele, seria ainda maior se não fossem os preços dos terrenos na cidade. “A dificuldade é em relação ao preço do terreno em Beltrão, que não fica abaixo de R$ 40 mil. Com linhas de crédito até R$ 80 mil, pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, não há como a pessoa investir”, salienta Celso.
Na visão do empresário, uma saída para acelerar ainda mais o crescimento seria abranger o financiamento para R$ 95 mil ou até R$ 100 mil. “Pela dificuldade em encontrar terrenos por preço acessível, muitos moradores estão migrando para Marmeleiro. As pessoas trabalham ou estudam em Beltrão durante o dia, mas investem na cidade vizinha para morar. A atração é o preço e a proximidade. É quase como ir do centro à Cidade Norte”, comenta.


Fonte: Jornal de Beltrão


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